Quando entramos em uma universidade e começamos a obter bases de como é o jornalismo, de como devemos ser éticos perante a profissão, percebemos que o jornalista tem o compromisso de apurar e trazer a informação factual, sem dar opiniões ou fazer críticas sobre determinado assunto.
Porém, nas redações não funcionam bem assim. Cada jornal tem sua opinião política, cultural e intelectual, ou tem a sua forma de transmitir a notícia, e isso já é de certa forma uma opinião.
Analisando os manuais de redação de dois veículos de maior repercussão no estado de São Paulo, observamos que, segundo o manual da Folha de São Paulo “Não existe objetividade em jornalismo. Ao escolher um assunto, redigir um texto e editá-lo, o jornalista toma decisões em larga medida subjetivas, influenciadas por suas posições pessoais, hábitos e emoções”. Já o manual do Estado de São Paulo “Faça textos imparciais e objetivos. Não exponha opiniões, mas fatos, que o leitor tire deles as próprias conclusões”.
Assim, fica claro que dependendo do veículo, da redação em que o jornalista atua, ele insere sim sua opinião entrelinhas, pois a imparcialidade jornalística, apesar de estar entre o código de éticas do jornalismo, nem sempre é cumprida.
Há situações nas quais a notícia mexe com o lado sentimental ou até intelectual do jornalista, como no “Caso Isabella”, onde vários profissionais noticiavam, porém colocavam seu ponto de vista no caso. Um exemplo disso foi a entrevista que a jornalista Patricia Poeta realizou com a mãe de Isabella Nardoni, após um ano da morte da menina; ao final da entrevista a jornalista se comove com a emoção de Ana Carolina.
Veja um trecho da entrevista:
Porém, nas editorias críticas, o jornalista deve sim colocar sua opinião, assim como o jornalista Arnaldo Jabor, que fez uma crítica sobre o mesmo caso citado.
Acompanhe:
Sendo assim, concluímos que deve sim haver imparcialidade, mas existem casos que revoltam a sociedade e afetam também o jornalista sério, que apura e procura transmitir somente os fatos.
“Deus não nos deu o dom da imparcialidade”
(Ancelmo Gois, colunista do jornal O Globo e comentarista da TVE)
é impossivel esconder a revolta em casos brutais como esse.